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Guerra no delivery, novos hábitos de consumo e mais: como fica o foodservice em 2026?

09/01/2026
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O mercado de alimentação entra em 2026 com mudanças claras no comportamento do consumidor. Depois de anos de ajustes econômicos e transformações pós-pandemia, as pessoas redefiniram o que significa valor. Essa alteração já influencia produtos, formatos e decisões estratégicas no foodservice. As pesquisas da consultoria Galunion mostram que 90% das pessoas reduziram gastos fora de casa em 2025, e que 52% passaram a buscar itens mais acessíveis ou promocionais.

Ao mesmo tempo, cresce a busca por comida gostosa, saúde com sabor e momentos simples de prazer. Chamamos esse movimento de dilema “margem-volume” porque o mercado cresce em volume, mas com tíquete comprimido. Para os empreendedores, a oportunidade está em menus enxutos, itens de alto giro, porções menores e ofertas por tempo limitado (LTOs) relevantes.

Outro vetor importante é a preparação do prato: em agosto, 52% dos trabalhadores que almoçavam fora disseram levar marmita na maioria das vezes, e 62% afirmaram cozinhar mais. Isso reforça o interesse por conveniência, nutrição e controle de gastos. Aumentam as oportunidades para refeições funcionais, kits prontos, assinaturas e opções rápidas para quem está no ambiente corporativo.

O consumo fora de casa ganha novos territórios. Na mesma pesquisa, 52% dos consumidores pretendiam comer em feirinhas e festivais, 46% em food halls e 39% em supermercados e empórios. São espaços de fluxo, de baixo risco, ideais para microformatos e menus compactos.

No delivery, a entrada da Keeta e o retorno da 99Food intensificam a competição, e todos injetam recursos aumentando o tamanho do mercado. Em março, 38% dos consumidores só pediam se houvesse promoção, 62% queriam receber em até 30 minutos e 45% sentiam falta de hospitalidade digital. A entrega deixou de ser apenas logística e se transformou em branding, relacionamento e recorrência. Para 2026, será essencial oferecer tempo confiável, cardápio otimizado para viagem e canais próprios que preservem dados e margem.

O que esperar do varejo em 2026?
Outro hábito que cresce é a busca por saúde com sabor. Entre os usuários ou interessados em GLP-1 (Ozempic e similares, usados para controle de glicemia e perda de peso), 62% relataram redução de apetite, e 55% menor desejo por doces, frituras e álcool. Isso amplia o interesse por frescor, proteínas, digestibilidade e porções equilibradas, sem eliminar indulgência. O consumidor deseja marcas autênticas, produtos locais, espaços simples e a possibilidade de trabalhar ou estudar no local. Por fim, o cliente quer menos desperdício, embalagens melhores e mais transparência. E 68% dos operadores de melhor performance (com desempenho superior ao do ano anterior) adotam práticas sustentáveis nos processos.

Para onde vamos em 2026? O cenário projetado pela Galunion prevê crescimento real próximo de 0,8%, sustentado por delivery e turismo. Terá prosperidade quem entender o cliente, simplificar sem perder sabor, cuidar da experiência digital e humana e usar dados para decidir com velocidade. Porque tecnologia impulsiona eficiência, e humanidade escala significado. Essa combinação faz o foodservice seguir vibrante.


Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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